Inclusão de novo Ginga em televisores está em consulta pública

Proposta prevê que televisores LCD produzidos no Brasil recebam versão mais moderna da ferramenta de interatividade
por ASCOM - publicado 09/06/2020 10h29. Última modificação 09/06/2020 13h14.

StoryBlocks

StoryBlocks

Inclusão de novo Ginga em televisores está em consulta pública

Uma nova versão do middleware Ginga, o Ginga D, poderá ser incorporada em todos os aparelhos de TV com tela de cristal líquido (LCD) fabricados no Brasil. A proposta de alteração do Processo Produtivo Básico (PPB) dos televisores está em consulta pública aberta pelo Ministério da Economia (ME). As contribuições poderão ser feitas até o próximo domingo, dia 13, por meio dos endereços eletrônicos: cgel.ppb@mdic.gov.br, cgct.ppb@mctic.gov.br e cgpri@suframa.gov.br.

“A proposta da consulta pública é que até 2023 entre 90% e 100% dos televisores fabricados no Brasil já tenham essa nova tecnologia”, afirma o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do MCTIC,  José Gontijo. A alteração segue um cronograma gradual, que começa a vigorar em 2021 com a inclusão da ferramenta eletrônica em 50% dos aparelhos de TV.

A incorporação do novo Ginga busca ampliar a oferta e o uso da interatividade na televisão digital. O diretor do MCTIC explica que atualmente os televisores produzidos no país já possuem o Ginga na versão anterior. “Estamos propondo a introdução de um software mais moderno dentro dessa padronização, que vai transformar a televisão em um computador”, reforça.

O Ginga D foi desenvolvido conjuntamente por radiodifusores, representantes do setor industrial e da comunidade científica. A nova versão do middleware permite mesclar conteúdos lineares, oferecidos via televisão digital, e conteúdos não-lineares, disponibilizados pelas emissoras via internet, por meio de suas plataformas digitais.

Com o novo Ginga, o telespectador poderá interagir com o conteúdo que recebe pela TV aberta e também obter outras informações pela internet. Entre as aplicações possíveis, poderá comprar uma roupa que está sendo exibida em uma novela ou ver informações adicionais sobre previsão de tempo, trânsito e saúde. 

O Ginga também tem aplicações de utilidade pública, como informações diretas ao telespectador sobre campanhas de vacinação, alertas de desastres naturais e assuntos de interesse comunitário. Além disso, permite a participação em pesquisas de opinião para a melhoria de serviços públicos.

A interatividade por meio do Ginga é uma das premissas do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD-T), implantado no Brasil em 2006.  O sinal digital de TV já é recebido por cerca de 130 milhões de brasileiros. Além disso, o acesso à internet banda larga aumenta progressivamente no país.

Pandemia

De acordo com José Gontijo, a possibilidade de interatividade oferecida pelo Ginga ajuda em situações como a vivida atualmente em consequência da pandemia da Covid-19. “A tecnologia é um dos eixos essenciais em crises como essa, pois possibilita conexão, interatividade e entretenimento.”

Voltar ao topo